Por Gabriel Chalita

No filme O invasor (Brasil, 2001), o jovem diretor Beto Brant constrói, graças à sua sensibilidade aguçada, uma história densa, impactante, repleta de crimes e castigos. Na tela, nuances dostoievskianas explodem em arrependimentos, culpas, assassinatos, ausência de escrúpulos, síndromes de perseguição. A cidade de São Paulo, com sua atmosfera concreta e complexa, é o cenário perfeito para o drama urbano dirigido por Brant, que trafega com destreza por temas áridos como ambição, corrupção, marginalidade e drogas.

Por Gabriel Chalita

No clássico Cinema Paradiso (1989), do diretor e roteirista italiano Giuseppe Tornatore, o pequeno e sensível protagonista Totó descobre o mundo por meio de uma escola diferente. Uma escola encantada, impregnada de sonhos, desejos, possibilidades. Uma escola travestida de cinema e que prescinde do quadro negro justamente porque ensina, comove e arrebata os corações e mentes utilizando imagens, emoções, sentimentos e ações reproduzidas nas projeções comandadas por Alfredo – espécie de mentor, professor, pai e amigo do eloqüente Totó.

Por Gabriel Chalita

“Quero demais morrer segurando a mão de Lygia (Fagundes Telles), porque sei que ela vai entender tudo nessa hora H. Ela vai dizer: ‘Hilda, fique calma e tal que é assim mesmo’”. Esse depoimento tocante, concedido pela poeta Hilda de Almeida Prado Hilst aos editores do Cadernos de Literatura Brasileira nº 8, publicado em 1999, expõe, mais do que um desejo, a certeza de uma amizade eterna.

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