Apresentador de televisão comete crime ao usar palavras ofensivas contra uma mulher. É demitido. Desta vez. E as outras? E as irresponsabilidades que são ditas por apresentadores que entram na casa das pessoas? E as inverdades? Há uma busca enlouquecida por audiência. E há uma crença de que quanto mais se exibem tragédias mais pessoas ficam presas ao aparelho de TV. Tragédias precisam ser mostradas. Com responsabilidade. Sem exageros. Expor as pessoas é uma forma pouco ética de se apresentar programas ou fazer jornalismo.

Os jornalismos televisivos eram mais cuidadosos. Hoje, além do claro comprometimento ideológico de um ou de outro lado, há o pouco caso com a vida do outro, com a biografia do outro. Coloca-se no ar e depois se confere se é verdade ou não. Respeito com a vida do outro? Imagine! Essa palavra e esse valor andam em desuso. No âmbito da política, é preciso que se mostre o malfeito, a corrupção, a demagogia. Mas com cuidado. Como se coloca todo mundo no mesmo balaio, o resultado é que muitas pessoas que poderiam estar na vida pública, que dariam uma grande contribuição ao país, preferem ficar de fora. Temem a imprensa. Não por fazerem algo de errado. Mas pelos erros que a imprensa comete. Erros que ficam marcados na alma de quem age com seriedade. Generalizações são sempre injustas. Da mesma forma que não se pode colocar todos os políticos no mesmo balaio, também não se pode fazer isso com jornalistas. Há muitos jornalistas sérios, que não se deixam levar pelo "furo" fácil, pelo dito sem compromisso com a verdade, pelo cuidado essencial de quem tem nas mãos um grande poder: o poder de edificar com a verdade ou de destruir com as tantas formas de corrupção.

A Casa Branca terá uma nova família.

O casal Obama e suas filhas se despedem da residência oficial de quem preside os EUA.

Chegaram há não muito tempo. O tempo passa soberano. Depois de eleito e antes da posse, Obama fez algumas incursões em alguns países para levar a bandeira que gostaria de ver tremulando nos mastros do mundo. Em uma dessas viagens, falou aos alemães usando uma metáfora que serviria como marca de sua administração. O mundo precisa de pontes, não de muros.

Há muito a se dizer sobre a gestão Obama. Há os que o criticam. Há os que o reconhecem como um grande estadista. Mas vamos aos gestos que ficam desse homem que ousou enfrentar os preconceitos e entrar para a história.

Nos dias finais de Casa Branca, a família Obama serviu os funcionários que durante 8 anos os serviram. Gesto simples de gratidão. Gesto nobre de mostrar que, apesar de desempenharmos papéis diferentes, temos todos a mesma importância. Gesto afetuoso de quem enxerga o outro. De quem sabe seus nomes. De quem interpreta os seus sonhos.

Há sempre, em períodos de verão, uma preocupação maior com possíveis surtos que podem surgir e fazer mal à população.Campanhas tentam impedir, por exemplo, a proliferação do mosquito que gera a dengue, a zika, e a chikungunya. O surto ocorre quando há um aumento repentino do número de casos de uma doença. Apesar do significado da palavra surto não remeter, necessariamente, a algo negativo, costuma-se empregá-la para definir um excesso de fúria, um momento de inlucidez, uma crise. Lembra-me o escritor Machado de Assis, em sua fina ironia, que nos diverte, em sua obra “O alienista”, ao narrar um momento em que o protagonista, o médico Simão Bacamarte, tem um surt o surpreendente e resolve que os honestos e os justos eram também loucos e deveriam ser internados no hospício! Surpreendente e insensato como os surtos parecem ser.

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